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História Infantil sobre Tolerância, com a menina Flora interagindo com a criatura marinha Grungui na praia da Enseada dos Ecos, promovendo a aceitação das diferenças.

História Infantil sobre Tolerância: O Brilho de Grungui na Enseada dos Ecos

História Infantil sobre a menina Flora que encontra Grungui, uma criatura marinha diferente. Com o cético Seu Ernesto, ela aprende a importância da tolerância e amizade para ajudar Grungui a voltar para casa. Uma aventura de aceitação na Enseada dos Ecos.

Flora era uma menina de nove anos que adorava explorar. Seus cabelos cacheados pareciam pequenos galhos em busca de novas descobertas, e seus olhos curiosos brilhavam a cada novidade. Ela vivia em uma pequena vila de pescadores à beira da Enseada dos Ecos, um lugar onde a floresta encontrava o mar em um abraço perfeito. As casas eram coloridas, o farol antigo piscava sua luz à noite, e as águas eram tão cristalinas que se podiam ver os corais vibrantes lá no fundo.

Certa manhã, enquanto Flora caminhava pela praia coletando conchas diferentes, ela avistou algo incomum na areia. Não era uma concha, nem um pedaço de madeira. Era uma criatura pequena, com escamas que cintilavam em tons de azul e verde, e olhos grandes e redondos que pareciam pedir ajuda. A criatura fazia sons suaves, quase como um sino subaquático. Era Grungui, uma espécie que Flora jamais tinha visto. Ele devia ter sido arrastado para a praia por uma correnteza forte.

Flora, a princípio, sentiu um frio na barriga. Grungui era muito diferente de tudo que ela conhecia. Mas a curiosidade e a bondade falaram mais alto. Ela se aproximou devagar, estendendo a mão pequena para mostrar que não tinha intenção de fazer mal. As escamas de Grungui, antes opacas, começaram a ganhar um brilho mais forte, como se ele estivesse sentindo um pouco de alívio.

Enquanto Flora tentava entender o que fazer, Seu Ernesto, o pescador mais experiente da vila, apareceu. Seu barco, o Pescador da Paz, estava ancorado ali perto. Seu Ernesto era um homem de fala mansa, mas com ideias muito claras sobre o que era certo e errado, e o que era conhecido e desconhecido. Ao ver Grungui, suas sobrancelhas se juntaram em preocupação.

O que é isso, Flora? Exclamou Seu Ernesto, apontando o dedo. Nunca vi nada parecido por aqui. Isso não é bom. Pode ser perigoso para nossa pesca. É melhor jogarmos de volta no mar e pronto.

Flora balançou a cabeça. Não, Seu Ernesto! Ele está assustado. E veja, ele está tão diferente, talvez não seja daqui de perto. Ele precisa de ajuda.

Seu Ernesto resmungou, sem querer aceitar a ideia de que aquela criatura estranha pudesse ser boa. Para ele, o diferente era sempre motivo de desconfiança. Ele pegou uma vara de bambu para empurrar Grungui de volta à água, mas Flora interveio.

Espere, Seu Ernesto! Gritou Flora. Ele está mostrando as escamas brilhantes quando estou perto. Acho que é o jeito dele de dizer que está feliz ou grato.

Grungui, como que para confirmar as palavras de Flora, fez um som mais melodioso e suas escamas brilharam ainda mais intensamente, um arco-íris subaquático. Flora percebeu que as mudanças de cor eram a forma de Grungui expressar suas emoções, sua própria linguagem sem palavras. Ela tentou imitar os sons suaves, e Grungui respondeu com mais brilho.

Flora lembrou-se de que havia lido em um livro antigo da vila sobre criaturas que viviam nas profundezas do oceano, em cavernas submarinas escuras. Ela explicou a Seu Ernesto que Grungui não sobreviveria muito tempo na água rasa ou na areia. Ele precisava voltar para seu lar, um lugar muito mais profundo e escuro.

Seu Ernesto coçou a barba grisalha, um pouco relutante. Ele olhou para Flora, depois para Grungui, que agora parecia tão frágil e indefeso. A persistência de Flora e a inocência da criatura começaram a amolecer seu coração.

Tudo bem, menina, disse ele finalmente, com um suspiro. Mas não sei como vamos levar essa criatura para tão longe e tão fundo. Meu barco não é para isso.

Flora sorriu, animada. Juntos, eles conseguiram uma lona grande e a encheram com água do mar, criando um pequeno “transportador” improvisado para Grungui. Com muito cuidado, eles colocaram a criatura dentro. Grungui parecia entender que estavam tentando ajudar, pois suas escamas mantinham um brilho constante e reconfortante.

Seu Ernesto, usando seu barco Pescador da Paz, navegou para longe da costa, em direção ao azul profundo do oceano. Flora ia ao lado, conversando com Grungui, fazendo sons suaves e observando as cores de suas escamas. Durante a viagem, Seu Ernesto observou a interação. Ele viu a paciência de Flora, a confiança de Grungui. Começou a entender que ser diferente não significava ser perigoso ou indesejável. Era apenas ser… diferente.

Depois de um tempo, usando as indicações do livro antigo e os próprios instintos de Grungui (que parecia emitir um brilho mais forte em certas direções), eles encontraram a entrada de uma caverna submarina escura, escondida entre rochas gigantes. Era o lar de Grungui. Com a ajuda de Seu Ernesto, eles delicadamente liberaram Grungui na entrada da caverna.

Grungui, antes de desaparecer na escuridão acolhedora de seu lar, virou-se para eles. Suas escamas emitiram o brilho mais intenso e colorido que Flora e Seu Ernesto já tinham visto, como um agradecimento silencioso. Ele fez uma pequena dança aquática, um adeus cheio de gratidão, e então deslizou para dentro da caverna.

Seu Ernesto, com os olhos marejados, olhou para Flora. Ele aprendeu uma lição valiosa naquele dia. A tolerância não era apenas aceitar o que se entendia, mas abrir o coração para o que era novo, diferente e, muitas vezes, belo. De volta à vila, a história do Brilho de Grungui se espalhou, e Seu Ernesto se tornou um defensor fervoroso de que todas as criaturas, por mais diferentes que fossem, mereciam respeito e ajuda. Flora e Seu Ernesto se tornaram grandes amigos, unidos por uma aventura que os ensinou o verdadeiro significado da tolerância. E a Enseada dos Ecos nunca mais foi a mesma, pois agora ela abrigava em suas profundezas um segredo de cores e brilhos que só a amizade e a aceitação poderiam revelar.

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