Na pequena e aconchegante casa de campo, Amélia passava seus dias explorando os arredores. Ela tinha um amor especial por flores e sempre desenhava seus formatos e cores em um caderninho velho. Um dia, enquanto limpava o sótano, encontrou um mapa empoeirado, com desenhos de flores exóticas e uma trilha que parecia levar para o céu. Era o mapa do lendário Jardim Flutuante, um lugar que sua avó contava histórias, mas que muitos achavam ser apenas uma lenda.
Com o coração batendo forte de curiosidade, Amélia decidiu seguir o mapa. A trilha a levou para o alto de uma montanha, onde uma estranha ponte de cipós balançava sobre as nuvens. Sem medo, ela atravessou, e lá estava ele: um jardim gigantesco, suspenso no ar por raízes entrelaçadas e pedras brilhantes. As flores eram de todos os tamanhos e cores imagináveis, mas algo estava errado. Muitas delas pareciam pálidas, suas cores vibrantes se esvaindo.
De repente, um pequeno ser com óculos redondos e um chapéu feito de folhas secas surgiu de trás de um arbusto. Era Floriano, o guardião das sementes, um ser pequenino e muito sábio que cuidava do Jardim Flutuante. Ele parecia preocupado.
Floriano explicou que as flores estavam perdendo o brilho e que o coração do jardim estava enfraquecendo.
Amélia sentiu um aperto no peito e perguntou o que poderiam fazer para ajudar.
Floriano respondeu que precisavam encontrar a Essência da Vitalidade, uma gota de orvalho especial que surgia apenas na Flor-Estrela Cadente. Ele avisou que ela só nascia no topo da montanha mais alta do jardim e que o caminho era cheio de ventos fortes.
Foi então que um zumbido suave preencheu o ar. Um besouro enorme, com asas que cintilavam em tons de azul e dourado, pousou suavemente ao lado deles. Era Jubileu, o besouro cantor, amigo de Floriano, sempre pronto para ajudar.
Jubileu ofereceu-se para levá-los, cantando que suas asas eram fortes e que ele conhecia os ventos do jardim como ninguém.
Amélia e Floriano subiram nas costas de Jubileu. O besouro alçou voo, subindo cada vez mais alto, desviando de correntes de ar e passando por flores gigantes que pareciam nuvens coloridas. Amélia segurava firme, admirada pela beleza do lugar e pela coragem de seus novos amigos.
Ao chegarem ao topo, o vento era intenso, mas lá estava ela: a Flor-Estrela Cadente, uma flor prateada que brilhava suavemente, com uma única gota de orvalho cintilante em seu centro. Era a Essência da Vitalidade.
Com cuidado, Floriano colheu a gota e a levou de volta ao coração do Jardim Flutuante, um lago de águas cristalinas. Ele depositou a gota, e instantaneamente, um brilho dourado se espalhou, revitalizando todas as flores do jardim. Suas cores voltaram com mais intensidade, e o perfume se tornou mais doce do que nunca.
Amélia, Floriano e Jubileu observaram as flores dançarem com a brisa, alegres e cheias de vida novamente. Eles haviam salvado o Jardim Flutuante. Amélia aprendeu que a verdadeira beleza das flores não está apenas em suas cores, mas no cuidado e na amizade que as fazem florescer. Ela prometeu a Floriano que sempre voltaria para visitar e ajudar a cuidar daquele lugar maravilhoso. Juntos, eles eram guardiões de um segredo especial e de uma amizade que floresceria para sempre.



















