Dudu acordou com um frio na barriga. Era o seu primeiro dia na Escola Florir, e ele imaginava salas enormes e cheias de crianças desconhecidas. Ele vestiu sua camiseta azul, pegou sua mochila nova e, ao abrir o estojo, um brilho diferente veio de um de seus lápis. Era um lápis amarelo, um pouco mais gordinho que os outros, com uma ponta bem afiada.
Para a surpresa de Dudu, o lápis piscou um olho pequeno e disse com uma voz suave: Olá, Dudu! Sou Lápis Sabichão, seu novo amigo. Não se preocupe com a escola, ela é um lugar cheio de descobertas maravilhosas.
Dudu arregalou os olhos. Um lápis falante! Ele sentiu um calorzinho no peito. Se o Lápis Sabichão estava com ele, talvez a escola não fosse tão assustadora assim.
Ao chegar na Escola Florir, Dudu se segurou na mão de sua mãe. As cores vivas das paredes, os desenhos pendurados e o som da risada das crianças começaram a preencher o ambiente. Lápis Sabichão, que Dudu mantinha seguro no bolso, sussurrava: Veja só, quanta alegria por aqui!
Na sala, Dudu escolheu um lugar perto da janela. A professora Ana, com seu sorriso acolhedor, pediu que cada criança se apresentasse. Dudu sentiu as bochechas esquentarem, mas Lápis Sabichão cochichou: Conte sobre seu brinquedo favorito! E Dudu, com a voz um pouco trêmula, conseguiu falar sobre seu carrinho de bombeiros.
De repente, uma menina com cachos brilhantes, chamada Sofia, que estava sentada na frente, virou-se e sorriu para Dudu. Ela também era nova e parecia um pouco tímida. Durante o recreio, enquanto Lápis Sabichão desenhava um mapa imaginário da escola no caderno de Dudu, Sofia se aproximou.
Quer ver o Cantinho da Leitura? Lá tem livros de todas as cores! disse Sofia, apontando para uma porta no fundo da sala.
Dudu, animado com a ideia de explorar e com a companhia de Sofia, seguiu-a. O Cantinho da Leitura era mágico: almofadas macias, estantes cheias de livros de aventura e mistério, e um solzinho que entrava pela janela. Lápis Sabichão vibrou no bolso de Dudu. Este é o lugar perfeito para novas histórias, Dudu!
Sofia e Dudu passaram a manhã explorando os livros, cada um contando uma curiosidade sobre o que via. Lápis Sabichão, discretamente, sugeria títulos engraçados e incentivava as risadas. Eles descobriram um livro sobre os animais mais rápidos do mundo e riram imaginando uma corrida entre um guepardo e um caracol.
No fim do dia, Dudu não sentia mais o frio na barriga. A escola Florir, com seus segredos e novas amizades, havia se tornado um lugar de muita alegria. Com Sofia ao seu lado e Lápis Sabichão sempre pronto para uma boa conversa, Dudu mal podia esperar pelo segundo dia. Ele aprendeu que, com coragem e um pouquinho de ajuda dos amigos, os primeiros dias podem ser o começo de grandes aventuras. E o Lápis Sabichão sorriu, orgulhoso de ter ajudado seu novo amigo a desabrochar.



















