Em Cidadela Celeste, uma cidade mágica que flutuava entre as nuvens macias, vivia um menino chamado Léo. Léo tinha cabelos cacheados que pareciam pequenas nuvenzinhas e olhos que brilhavam com a curiosidade do céu azul. Seu pai, o Sr. Gaspar, não era um pai comum. Ele era um escultor de nuvens, transformando as formações etéreas em obras de arte que adornavam o horizonte.
Era o Dia dos Pais, e Léo estava mais animado que um raio de sol em um dia nublado. Ele queria dar ao seu pai o presente mais especial de todos. Mas, ao observar Sr. Gaspar, notou uma pontinha de tristeza em seu olhar.
Pai, o que houve?, perguntou Léo, abraçando as pernas do pai.
Sr. Gaspar sorriu fracamente. Ah, meu pequeno Léo, estou apenas com saudades da minha Nuvem dos Sonhos. Uma vez, eu esculpi uma nuvem em forma de abraço, especialmente para você quando era um bebezinho. Ela era a mais bonita de todas, mas um vento forte a levou para longe, muitos e muitos anos atrás.
Léo sentiu uma pontada no coração. Ele sabia qual seria o presente perfeito! No mesmo instante, correu para a casa de Dona Aurora, a piloto de balões mais corajosa e experiente de Cidadela Celeste. Dona Aurora tinha um chapéu de aviador estiloso e um óculos na ponta do nariz, sempre pronta para qualquer aventura. Seu balão, O Vento Amigo, era conhecido por sua simpatia e suas cores vibrantes.
Dona Aurora, preciso da sua ajuda! gritou Léo, ofegante. É o Dia dos Pais e eu quero trazer a Nuvem dos Sonhos de volta para o meu pai!
Dona Aurora, com um sorriso caloroso, disse: Ah, a Nuvem dos Sonhos! Lembro-me dela. Era uma obra-prima. Venha, pequeno aventureiro! O Vento Amigo está pronto!
Eles subiram no balão. O Vento Amigo balançava suavemente enquanto se elevavam sobre Cidadela Celeste. Léo olhava para baixo, vendo as casinhas flutuantes e os jardins suspensos diminuírem. Eles voaram por campos de nuvens brancas, que pareciam algodão gigante. Encontraram nuvens em forma de baleias que nadavam no céu e outras que pareciam grandes montanhas brilhantes sob o sol.
Em um momento, um grupo de nuvens travessas, que pareciam pequenos carneirinhos, tentou impedi-los, criando um labirinto fofo. Mas Dona Aurora, com sua destreza, manobrou O Vento Amigo com leveza, deslizando entre elas.
Léo, com os olhos fixos no horizonte, descrevia a Nuvem dos Sonhos para Dona Aurora. Ela tinha o formato de um abraço bem fofinho, pai sempre dizia.
De repente, avistaram-na! Longe, muito longe, uma nuvem um pouco mais dourada que as outras, com um contorno suave e acolhedor, flutuava preguiçosamente. Era a Nuvem dos Sonhos!
Com cuidado, Dona Aurora manobrou o balão, usando as correntes de vento para guiar a Nuvem dos Sonhos de volta para Cidadela Celeste. Léo, com o coração batendo forte, sentiu uma emoção imensa.
Quando pousaram, Sr. Gaspar estava esperando, com um olhar distante no céu. Seus olhos se arregalaram ao ver a nuvem conhecida se aproximando.
Minha Nuvem dos Sonhos!, sussurrou ele, com lágrimas de alegria nos olhos.
Léo correu para o pai, que o abraçou forte, junto à Nuvem dos Sonhos, que parecia abraçá-los também. Foi o melhor Dia dos Pais que já tiveram. Sr. Gaspar entendeu que o presente mais valioso não era algo que se comprava, mas sim o amor e o esforço de seu filho. Léo, Dona Aurora e Sr. Gaspar passaram o resto do dia contando histórias sob a sombra reconfortante da Nuvem dos Sonhos, em Cidadela Celeste, onde o amor flutuava tão livremente quanto as nuvens.