Era uma vez, em um lugar onde os campos se encontravam com o horizonte, vivia Zeca, um zebrinha jovem e cheio de energia. Zeca adorava correr e brincar, mas ele estava prestes a embarcar em uma grande mudança. Sua família se mudaria para a Cidade do Fluxo, um lugar conhecido pelo seu ritmo acelerado e suas muitas ruas e veículos.
Ao chegar à Cidade do Fluxo, os olhos de Zeca brilharam com as luzes e cores. Edifícios altos se estendiam até o céu, e o som de buzinas suaves e motores ecoava. Mas logo, Zeca se sentiu um pouco perdido. Havia carros indo para lá e para cá, bicicletas zunindo e pessoas apressadas. Ele viu uma sorveteria do outro lado da rua e, sem pensar duas vezes, correu em direção a ela. Um grupo de filhotes de cachorro latia em aviso e um esquilo assustado guinchou, enquanto uma bicicleta quase o atingiu, desviando por pouco.
De repente, uma voz calma e sábia chamou Zeca. Olhando para cima, ele viu Dona Coruja Sabichona, pousada em um galho de árvore na Praça da Harmonia. Ela tinha óculos redondos e um olhar gentil.
Ora, Zeca, parece que você está com pressa, disse Dona Coruja com sua voz suave. Mas na Cidade do Fluxo, a pressa pode ser perigosa.
Zeca sentiu o rosto esquentar. Eu só queria um sorvete, Dona Coruja. É tudo tão diferente aqui. No campo, a gente corre para onde quiser!, respondeu Zeca.
Dona Coruja sorriu. Entendo, meu jovem. Mas aqui, precisamos de regras para que todos vivam em segurança. Veja aquela faixa branca no chão, pintada como suas listras? Aquela é a faixa de pedestres. É o nosso caminho seguro para atravessar a rua.
E as luzes coloridas?, perguntou Zeca, apontando para o semáforo que mudava de vermelho para verde e amarelo.
Ah, aquelas são as cores do nosso amigo semáforo!, explicou Dona Coruja. O vermelho significa pare, é perigoso atravessar. O amarelo quer dizer atenção, prepare-se. E o verde, este sim, é o sinal para você seguir em frente. É como um jogo de cores!
Nesse momento, Tonico, o cachorro-guia, se aproximou. Ele era um labrador amarelo com um colete especial e olhos muito atentos. Tonico andava com uma garotinha de óculos, ajudando-a a atravessar a rua.
Oi, Dona Coruja! Oi, Zeca!, disse Tonico com um latido amigável. É importante sempre olhar para os dois lados antes de atravessar, mesmo no verde. E nunca usar o celular enquanto anda na rua!
Zeca ficou impressionado com a segurança de Tonico e a sabedoria de Dona Coruja. Ele prometeu prestar atenção e aprender todas as regras. Nos dias seguintes, Zeca e seus novos amigos exploraram a Cidade do Fluxo. Dona Coruja o ensinou a esperar o sinal verde, a usar as passarelas e a sempre caminhar na calçada. Tonico mostrava como ser um pedestre educado, sempre respeitando os outros.
Pouco a pouco, Zeca não era mais o zebrinha atrapalhado. Ele se tornou um exemplo para os outros filhotes. Quando via alguém distraído, ele lembrava: Atenção nas cores do semáforo! Olhe para os dois lados!
A Cidade do Fluxo se tornou um lugar ainda mais feliz e seguro, tudo porque Zeca, o zebrinha, aprendeu que o trânsito não era uma confusão, mas sim uma dança organizada, onde todos se cuidavam. E ele sabia que a melhor aventura era aquela vivida com segurança e bons amigos.