No coração de uma cidade futurista, existia o Parque Ecotec, um lugar mágico de árvores altas, flores vibrantes e robôs gentis que cuidavam da natureza. Léo, um menino de olhos curiosos e um sorriso sempre pronto, passava suas tardes lá com seu melhor amigo, Bento, um tatu ágil e esperto com um faro para aventuras.
Um dia, Léo e Bento notaram algo estranho perto do riacho do Salgueiro Chorão. Uma pilha de coisas esquecidas começava a crescer: peças de metal brilhantes, brinquedos de plástico sem rodinhas, pequenos circuitos eletrônicos. Não era sujeira comum, mas objetos que um dia foram úteis e agora esperavam um novo propósito.
Eles observaram Zé Sucata, o robô de reciclagem autônomo do parque, que deveria levar esses itens para a central de reuso. Mas Zé Sucata parecia confuso, empilhando as coisas de forma desorganizada. Era um mistério!
Decididos a desvendar o que acontecia, Léo e Bento seguiram uma trilha que os levou à casinha de Dona Clara, uma senhora inventora com óculos grandes e um coração cheio de ideias. Dona Clara viu a preocupação dos meninos e sorriu. Ela explicou que aquelas coisas esquecidas não eram lixo, mas tesouros esperando por mãos criativas para transformá-los. Ela propôs uma Expedição Reutiliza.
Animados, os três começaram a Expedição Reutiliza. Primeiro, eles precisavam entender Zé Sucata. Léo percebeu que as lentes de sensor do robô estavam cobertas por uma fina camada de poeira e folhas. Com cuidado e com a ajuda de Bento, eles limparam as lentes. Zé Sucata piscou suas luzes azuis e começou a organizar os materiais com uma precisão incrível.
Com Zé Sucata agora funcionando perfeitamente, a Expedição Reutiliza ganhou um novo ritmo. Dona Clara guiou Léo e Bento na arte de ver o novo no velho. Eles usaram tubos de PVC coloridos para fazer xilofones que emitiam sons alegres. Latas de diferentes tamanhos viraram tambores vibrantes. Molas e engrenagens quebradas se transformaram em sinos que balançavam suavemente com o vento.
O resultado foi magnífico: uma Orquestra Reciclada! Uma escultura musical interativa onde cada peça, antes esquecida, agora cantava. No dia da inauguração, o Parque Ecotec estava cheio de crianças que se divertiam tocando as melodias da nova orquestra. O riacho do Salgueiro Chorão, antes um depósito de coisas esquecidas, agora era um palco de pura alegria.
Léo e Bento sentiram o coração cheio de orgulho. Eles aprenderam que, com imaginação, trabalho em equipe e cuidado com o ambiente, o que parece ser um fim pode ser o começo de algo maravilhoso. Não havia lixo, apenas oportunidades esperando para serem descobertas.