No coração da Floresta Sereno, onde o sol beijava as folhas mais altas e o vento sussurrava segredos antigos, vivia uma gotinha de água muito especial chamada Cris. Cris era curiosa e vivia a espiar o mundo lá de cima, nas nuvens. Um dia, durante uma chuva suave, ela se desprendeu e caiu, suavemente, em uma folha verdejante.
Que aventura! Cris rolou pela folha, deslizou por um galho e ploft, caiu num riacho límpido que serpenteava pela floresta. O riacho era o lar de muitos peixinhos coloridos e pedras polidas pelo tempo. Cris nadou feliz, observando a vida aquática.
Mas algo estava diferente. O riacho, antes caudaloso, parecia mais raso em alguns trechos. Cris percebeu que as margens estavam um pouco secas, e as plantas, antes tão viçosas, mostravam um certo cansaço.
Enquanto ela seguia seu caminho, Cris viu uma pequena bola marrom rolar pela terra. Era Téo, um tatu-bola muito esperto e cuidadoso com seu lar. Téo estava cavando, procurando por raízes e minhocas, mas seu semblante era de preocupação.
Olá, Téo, disse Cris, suavemente. Por que essa carinha de preocupação?
Téo olhou para a gotinha e suspirou. Ah, Cris. O rio está diminuindo e a terra está ficando mais seca a cada dia. Meu lar subterrâneo não é mais tão úmido, e as plantas que eu tanto gosto de comer estão murchando. Não sei o que fazer.
Cris sentiu uma pontada de tristeza. A floresta era linda, mas parecia estar perdendo um pouco de seu brilho. Nós precisamos descobrir o que está acontecendo e como podemos ajudar, disse ela, com determinação.
Os dois amigos decidiram seguir o rio, na esperança de encontrar a resposta. Eles passaram por árvores gigantescas, campos de flores selvagens e pequenos morros. A cada passo, a preocupação de Téo aumentava, e Cris percebia que a água se tornava cada vez mais escassa.
Até que eles chegaram a uma pequena clareira, onde havia uma horta comunitária muito bem cuidada. Lá, uma senhora de chapéu de palha e mãos cheias de terra, regava suas plantas com carinho. Era Dona Florinda, a sábia agricultora da região. Seus cabelos eram brancos como nuvens e seus olhos, gentis, viam longe.
Dona Florinda, exclamou Téo, correndo até ela. O rio está secando e a terra está triste. O que podemos fazer?
Dona Florinda sorriu suavemente. Ah, meus pequenos amigos. A natureza nos dá tudo de que precisamos: água, terra fértil, ar puro. São os nossos recursos naturais. Mas precisamos cuidar deles com muito carinho, como cuidamos de um jardim. Se não cuidarmos, eles podem ficar doentes, assim como o rio está agora.
Cris, a gotinha, perguntou curiosa: Mas como podemos cuidar, Dona Florinda?
A sábia agricultora explicou que a água vem da chuva, que se infiltra na terra e forma os rios e as nascentes. Mas se derrubamos muitas árvores, o solo fica exposto ao sol e à chuva forte, que leva a terra embora e seca as nascentes. Se jogamos lixo nos rios, a água fica suja e não pode mais ser usada. Precisamos economizar água em casa, não desperdiçar e nunca, jamais, jogar lixo na natureza. E precisamos plantar mais árvores, pois suas raízes seguram a terra e ajudam a água a se infiltrar.
Téo, com seus olhos brilhantes, entendeu. Então, se plantarmos árvores, o rio voltará a ser forte?
Exatamente, meu pequeno tatu-bola, disse Dona Florinda. E se todos economizarem água e cuidarem para não poluir, teremos recursos naturais abundantes para sempre.
Cris e Téo se encheram de esperança. Eles decidiram ajudar Dona Florinda a plantar novas árvores perto de uma pequena nascente que estava quase seca. Com as pequenas patas de Téo cavando a terra fofa e Cris se infiltrando para regar as sementes, eles trabalharam com alegria. Dona Florinda mostrou a eles como escolher as mudas certas e como cuidar delas.
Dia após dia, eles voltavam. Regavam as plantinhas, limpavam a área ao redor da nascente e conversavam sobre a importância de cada folha, de cada gota de água. Lentamente, a nascente começou a borbulhar com mais força, e o riacho, em alguns trechos, voltou a ter seu volume normal. As plantas das margens voltaram a ficar verdes.
A Floresta Sereno voltou a sorrir. Os peixinhos nadavam mais felizes, e Téo encontrava seu lar subterrâneo úmido e aconchegante novamente. Cris, agora uma parte do ciclo da água, sabia que sua jornada continuaria, mas com a certeza de que ela e seus amigos haviam feito a diferença. Eles aprenderam que os recursos naturais são um tesouro, e que o maior tesouro é o cuidado e o amor que dedicamos a eles.
E assim, na Floresta Sereno, a história de Cris, Téo e Dona Florinda se tornou um lembrete vivo de que, juntos, podemos proteger e amar nosso planeta, garantindo que a natureza continue a nos presentear com toda a sua beleza e abundância.

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