Sofia, uma menina de cachos dourados que balançavam como molas a cada pulo, acordou na cama em seu quarto com paredes que brilhavam no escuro, cheia de uma energia diferente. Era o seu primeiro dia na Escola Estrela Guia, e um friozinho na barriga misturava-se à curiosidade de saber o que a esperava. Ela arrumou sua mochila colorida e deu um abraço apertado em seu gatinho de estimação, o Pompom, antes de sair.
Chegando na escola, Sofia arregalou os olhos. Os corredores eram como túneis de luz, com painéis interativos nas paredes que mostravam planetas girando e estrelas piscando. Não havia campainhas barulhentas, mas sim melodias suaves que indicavam o início das aulas. No pátio, ela viu grupos de crianças rindo e, um pouco acanhada, procurou sua sala.
Foi então que um menino com um sorriso tão largo quanto o horizonte e óculos grandes se aproximou. Era Leo. Olá! Meu nome é Leo, e o seu?, perguntou ele, estendendo a mão. Sofia, respondeu a menina, com a voz um pouco tímida. Que legal! Você é nova por aqui, certo? Eu sou do terceiro ano. Se precisar de ajuda, é só me chamar! Leo era tão amigável que Sofia sentiu seu coração se acalmar um pouco.
De repente, um zumbido suave preencheu o ar e um robô arredondado, com uma tela que mostrava um rosto sorridente e braços articulados, rolou até eles. Olá, sou o Robô Zezé, seu assistente de navegação escolar. Sofia, sua sala é a Alpha-7, à direita. Leo, a sua é a Beta-3, à esquerda. Zezé era muito eficiente e simpático, mostrando a Sofia que a tecnologia da escola era mais amiga do que assustadora.
Na aula de Criação Cósmica, onde os alunos construíam maquetes de galáxias usando materiais reciclados e luzes LED, Sofia percebeu que sua caneta espacial, a que brilhava no escuro e era sua favorita, havia sumido. Ela procurou por toda a mesa, mas nada. Uma pontinha de tristeza começou a apertar seu peito.
Leo, percebendo a aflição de Sofia, perguntou: O que foi? Perdi minha caneta espacial, respondeu Sofia, quase desanimada. Não se preocupe! Zezé, pode nos ajudar a encontrar a caneta da Sofia?, disse Leo, virando-se para o robô. Robô Zezé ativou seus sensores internos, digitalizando a área. Em poucos segundos, ele apontou para debaixo de uma mesa de experimentos brilhantes, onde a caneta de Sofia estava escondida.
Sofia pegou sua caneta, um sorriso enorme iluminando seu rosto. Obrigada, Leo! E obrigada, Zezé! Ela percebeu que seus primeiros dias na escola não seriam apenas de coisas novas e um pouco assustadoras, mas também de novas amizades e ajudas inesperadas. O dia terminou com Sofia rindo enquanto construía sua galáxia, já ansiosa para as próximas aventuras que a Escola Estrela Guia reservava. Ela aprendeu que a coragem de enfrentar o novo e a alegria de fazer amigos transformavam qualquer dia em uma grande descoberta.