História Infantil sobre o nome: A Jornada do Nomenclador Esquecido
Numa floresta amazônica que misturava a exuberância da natureza com toques futuristas, as árvores não só balançavam ao vento, mas também exibiam em pequenas telas digitais os nomes e curiosidades sobre a fauna e flora local. Era um lugar de harmonia e conhecimento, onde o saber estava sempre à mão, ou melhor, à vista.
Corina, uma jovem geóloga com um olhar sempre curioso e um caderno repleto de anotações, passava seus dias explorando. Ela tinha uma paixão especial pelas palavras, principalmente os nomes, e o que eles revelavam sobre o mundo. Seu companheiro inseparável era Toco, um tamanduá-bandeira de pelos macios e uma língua comprida, mas que falava com a sabedoria de quem coleciona não só formigas, mas também os objetos mais inusitados que encontrava pelo caminho. Toco tinha um dom para perceber o que estava fora do lugar.
Certo dia, enquanto Corina analisava uma orquídea rara que deveria mostrar em sua tela o nome Flor-do-Sol Poente, a tela estava vazia. Ela esfregou os olhos, pensou ser um erro, mas então Toco apontou com sua pata para uma árvore vizinha: o nome do Macaco-Estrela-Cadente também havia sumido! Preocupados, eles procuraram o Professor Expedito, um inventor excêntrico que vivia em um laboratório flutuante que navegava lentamente pelo rio.
O Professor Expedito era um senhor com óculos grandes e cabelos bagunçados, mas uma mente brilhante. Especialista em linguística antiga e em criar máquinas para desvendar mistérios, ele tinha a solução para quase tudo. Ao ouvir o relato de Corina e Toco, seus olhos brilharam. Isto era um enigma digno de seu mais recente invento: o Nomenclador, uma engenhoca que conseguia sentir a ressonância das palavras.
Com o Nomenclador zumbindo e piscando, os três embarcaram na casa flutuante do Professor. O aparelho apontava para o leste, emitindo sons estranhos. Eles seguiram o curso do rio, adentrando em áreas mais densas da floresta, onde as árvores eram ainda maiores e o ar era úmido. O Nomenclador começou a piscar mais rapidamente, indicando que os nomes estavam por perto.
A máquina os guiou até uma parede rochosa coberta de musgo, que parecia uma entrada secreta para uma caverna subaquática. Com um clique do Professor, a porta se abriu, revelando um túnel iluminado por cristais bioluminescentes. Dentro da caverna, a água era clara e morninha. Nadando entre algas coloridas, eles viram uma pequena criatura translúcida, que parecia feita de ar e luz, flutuando serenamente. Era o Sopro das Palavras.
O Sopro das Palavras, sem querer, estava absorvendo os nomes que flutuavam livremente pela floresta. Ele se sentia sozinho naquele esconderijo e, para se fazer companhia, trazia para perto os nomes que achava bonitos. Ele não tinha ideia de que estava causando um problema.
Corina, com sua voz calma, explicou ao Sopro a importância de cada nome, como ele dava identidade e permitia que todos se conhecessem. Toco, com sua paciência, mostrou ao Sopro como a floresta estava confusa sem seus nomes. O Professor Expedito explicou que o mundo precisa de todos os nomes, que eles são como sementes de conhecimento a serem compartilhadas.
O Sopro, um pouco triste por ter causado tanta confusão, mas aliviado por ter companhia, concordou em liberar os nomes. Com um suspiro suave, uma onda de palavras coloridas saiu dele, flutuando para fora da caverna e retornando aos seus devidos lugares nas telas das árvores. A floresta voltou a ser um livro aberto, repleto de saberes.
Felizes, Corina, Toco e Professor Expedito prometeram ao Sopro das Palavras que o visitariam sempre, trazendo novas histórias e contos. E, para que ele nunca mais se sentisse sozinho, Corina sugeriu um nome para ele: Eco. O Sopro Eco sorriu, um brilho de luz ainda mais forte preencheu a caverna. A amizade havia trazido de volta não só os nomes, mas também um novo amigo para a floresta. E assim, Corina, Toco e Professor Expedito continuaram suas aventuras, sabendo que cada nome tem um poder especial e uma história para contar.



















