Na Cidade da Lógica, tudo funcionava com a precisão dos números. As pontes se levantavam em ângulos perfeitos, os carros voavam em trajetórias geométricas, e até o sorvete era servido em proporções exatas. Isabela, uma menina de olhos brilhantes e cabelo cacheado, adorava observar como tudo se encaixava. Ao seu lado, estava Pipoca, um tamanduá-bandeira ágil e com um focinho curioso, que sempre a acompanhava em suas descobertas.
Um dia, enquanto caminhavam perto da Torre dos Algarismos, o coração da cidade, eles notaram algo estranho. Os números que flutuavam alegremente no ar, formando sequências e equações divertidas, estavam sumindo! Primeiro, o número 7 sumiu de um placar que contava nuvens. Depois, o 3 desapareceu de um carrinho de pipoca, deixando a Isabela confusa sobre a quantidade exata.
De repente, um robô antigo e um pouco enferrujado se aproximou, suas engrenagens rangendo. Era o Professor Sabichão, um robô que respirava matemática. Ah, que confusão! Os Números Flutuantes estão sumindo! Sem eles, a Cidade da Lógica vai virar uma bagunça sem fim! disse o Professor, sua voz robótica cheia de preocupação.
Isabela, com seu espírito aventureiro, perguntou: Mas por que eles estão sumindo, Professor? E como podemos ajudá-los?
O Professor Sabichão explicou que os Números Flutuantes não eram apenas símbolos, mas seres de energia pura que precisavam de desafios lógicos para se manterem visíveis e ativos. Algum enigma muito grande e sem solução os estava prendendo!
Pipoca, com seu nariz sensível, farejou uma trilha de pequenos brilhos. É por aqui! Ele apontou para uma rua com casas em formato de triângulos e quadrados.
Os três seguiram a trilha, que os levou a uma praça com um grande relógio solar parado. No centro, havia um painel com um quebra-cabeça de formas geométricas. Isabela percebeu que faltavam algumas peças. Se completarmos o quebra-cabeça, talvez os números voltem! exclamou ela.
Professor Sabichão confirmou: Excelente observação, Isabela! Precisamos encontrar as formas corretas para preencher os espaços, seguindo o padrão lógico.
Eles procuraram por toda a praça. Pipoca usou sua agilidade para escalar uma árvore e encontrar um pentágono escondido entre as folhas. Isabela, com sua atenção aos detalhes, percebeu que um pedaço de torta na vitrine de uma confeitaria tinha o formato exato de um semicírculo que faltava. Com a ajuda do Professor Sabichão, que calculou os ângulos e as posições, eles conseguiram encaixar todas as peças.
CLICK! O relógio solar voltou a funcionar, e um brilho intenso surgiu. Os Números Flutuantes começaram a reaparecer, dançando no ar. O 7 voltou para o placar, e o 3 para o carrinho de pipoca!
Mas a missão ainda não havia terminado. Os números só voltariam completamente se eles resolvessem o maior enigma da cidade. O Professor Sabichão os guiou até uma caverna secreta sob a Torre dos Algarismos. Lá, havia uma grande porta com códigos numéricos que mudavam a todo instante, formando uma sequência.
Isabela observou atentamente. Ela percebeu que os números seguiam um padrão: 1, 2, 4, 7, 11… Ela se concentrou. Qual seria o próximo? Ela contou a diferença entre eles: 1 para 2 é 1, 2 para 4 é 2, 4 para 7 é 3, 7 para 11 é 4. O próximo seria 11 mais 5! É o 16! Ela gritou.
Pipoca, com a pata, apertou o número 16 que apareceu em um teclado virtual. BUUM! A porta se abriu revelando um salão cheio de Números Flutuantes, livres e radiantes!
A Cidade da Lógica estava completa novamente. As ruas voltaram a se mover com fluidez, e a proporção do sorvete estava perfeita. Isabela, Pipoca e Professor Sabichão foram saudados como heróis. Eles aprenderam que a matemática não era só para os livros, mas uma aventura emocionante que nos ajuda a entender e a organizar o mundo, e que juntos, resolveram qualquer desafio. E assim, a Cidade da Lógica continuou a ser o lugar mais organizado e divertido de todos.