No laboratório aconchegante do Avô Olavo, Luna passava horas. Era um lugar mágico, cheio de engenhocas e barulhos curiosos. Luna, uma menina de cabelos castanhos e olhos brilhantes como estrelas, sonhava com uma coisa: ir a Marte. Ela desenhava o planeta vermelho em todos os cadernos e lia tudo o que encontrava sobre ele.
Avô Olavo, um inventor de mão cheia e coração gigante, via o brilho nos olhos da neta. Um dia, ele apresentou a Luna um robô pequeno e redondinho, com olhos que piscavam luzes coloridas.
Este é o Astro, minha querida Luna, disse Avô Olavo. Ele será seu explorador particular de Marte, sem sair da segurança da nossa casa. Astro pode voar longe e coletar informações.
Luna abraçou o robô com carinho. Astro emitia sons alegres, como pequenos bipes. Dias depois, enquanto Luna e Avô Olavo observavam o monitor, Astro, que já estava em uma missão de reconhecimento virtual em Marte, enviou um sinal estranho. Não era um erro. Era um padrão, repetitivo e melodioso, vindo de uma cratera desconhecida.
Curiosa, Luna decidiu que ela e Astro precisavam investigar mais de perto. Avô Olavo preparou uma navezinha especial, do tamanho de um carro, para uma expedição segura, guiada por ele da Terra. A nave era um laboratório voador, perfeito para Luna e Astro.
A jornada foi cheia de maravilhas. Luna via as estrelas como nunca antes e conversava com Avô Olavo sobre cada descoberta. Ao pousarem na cratera, a paisagem era de um laranja avermelhado incrível. No centro, havia uma planta que nunca haviam visto. Ela tinha folhas que pareciam cristais e flores que pulsavam com uma luz suave, criando o sinal melodioso. Não eram alienígenas, mas sim uma forma de vida marciana, única e bela.
Luna e Astro, com muito cuidado e sob a orientação do Avô Olavo, coletaram uma pequena semente brilhante da planta. Eles aprenderam que mesmo em lugares tão distantes e diferentes, a vida encontra um jeito de florescer, de forma inesperada e maravilhosa.
Ao voltarem para a Terra, Luna se sentia uma verdadeira exploradora espacial. Ela e Avô Olavo plantaram a semente em um terrário especial no laboratório. A pequena semente marciana era um lembrete de que o universo é vasto e cheio de surpresas, e que a maior aventura é a de aprender e descobrir, com coragem e amizade. Luna sabia que muitas outras jornadas esperavam por ela e seu amigo Astro.