No coração do Vale Sereno, um lugar onde o rio cristalino sussurrava canções para as árvores centenárias e as flores pintavam o chão com cores vibrantes, viviam diversas criaturas em harmonia. Era um vale tranquilo, conhecido por sua paz e pela maneira como todos se ajudavam. Mas, um dia, uma grande novidade agitou a todos: Pedro o Quati, um explorador destemido e cheio de energia, descobriu um arbusto carregado das mais doces frutinhas que já haviam provado!\n\nAs frutinhas eram pequenas, redondas e brilhavam como rubis. O aroma era tão delicioso que em pouco tempo todos os moradores do vale queriam prová-las. A alegria da descoberta logo se misturou com uma pequena preocupação: como dividir tantas frutinhas para que todos pudessem desfrutar, sem que elas acabassem rápido demais ou que alguém ficasse sem? Se cada um pegasse o quanto quisesse, logo não haveria mais. Era uma questão de pensar no bem de todos.\n\nDona Cotovia, uma sábia sabiá-laranjeira com penas marrons e peito alaranjado, conhecida por sua voz melodiosa e sua paciência, percebeu a situação. Com um canto suave, ela convocou uma Grande Reunião. Não era uma reunião qualquer, era um encontro onde todos, do menor ao maior, teriam voz para decidir o futuro das frutinhas. A clareira principal, com suas rochas macias cobertas de musgo e a sombra amiga das árvores, foi o palco para esse importante evento.\n\nQuando todos chegaram, Professora Lúcia a Lontra, sempre organizada e com seus óculos na ponta do nariz, pegou seu caderninho e um lápis. Ela explicou as regras: todos falariam uma vez, com respeito, e as ideias seriam anotadas. Pedro o Quati, que no início só pensava em comer todas as frutinhas, agora ouvia atentamente, um pouco envergonhado de sua primeira impulsividade. Várias ideias surgiram: alguns queriam que as frutinhas fossem divididas por tamanho, outros por idade, e teve até quem sugerisse um concurso de quem pegava mais rápido.\n\nDona Cotovia, com sua calma, deixou que todos se expressassem. Ela então sugeriu: Que tal pensarmos não só no hoje, mas no amanhã? Pedro o Quati, com um brilho nos olhos, teve uma ideia: E se a gente colher as frutinhas juntos, dividir em partes iguais para todo mundo, e o que sobrar a gente come amanhã? Professora Lúcia a Lontra, com sua experiência, complementou: E se guardarmos as sementes para plantar mais arbustos no futuro? Assim, sempre teremos frutinhas!\n\A ideia de Pedro e Lúcia, combinada com a sabedoria de Dona Cotovia, agradou a todos. Eles aprenderam que decidir juntos, ouvindo a todos e pensando no futuro, era a melhor maneira de cuidar do Vale Sereno. Naquele dia, não só as frutinhas foram divididas com justiça e alegria, mas também uma grande lição sobre amizade, responsabilidade e o poder de tomar decisões em comunidade foi aprendida. O Vale Sereno continuou sendo um lugar de paz, onde o bom governo de cada um garantia a felicidade de todos.

História Infantil sobre andar de bicicleta: O Voo Terrestre de Leo na Cidade Brilhante
História Infantil sobre Leo, um menino da Cidade Brilhante que troca os carros voadores por uma bicicleta antiga. Com a ajuda do Professor Elísio e do robô Faísca, ele descobre a alegria do voo terrestre, a coragem de persistir e a beleza de aprender algo novo.


















