Era uma vez, em um vilarejo colorido à beira do vasto Pantanal, vivia um menino chamado Bartolomeu, carinhosamente conhecido como Barto. Barto tinha um coração gigante e uma curiosidade sem fim sobre o mundo ao seu redor, especialmente os animais. Seu melhor amigo era uma patinha barulhenta e cheia de vida chamada Lola. Lola não era uma pata comum. Ela tagarelava o dia todo, contando histórias de suas pequenas aventuras e sonhando com o dia em que exploraria cada cantinho do rio.
Um dia ensolarado, enquanto Barto ajudava seu pai a consertar a canoa, Lola, distraída por uma borboleta azul, se afastou um pouco mais do que de costume. Ela seguiu a borboleta até uma área da floresta que nunca havia visitado. O silêncio, de repente, era diferente. Lola percebeu que estava perdida. Ela chamou por Barto, mas sua voz se perdeu entre as árvores densas. A pequena patinha, antes tão cheia de pose, sentiu um frio na barriga.
Barto logo percebeu a ausência de Lola. Seu coração apertou. Ele sabia que Lola era aventureira, mas também um pouco desastrada. Com a permissão dos pais, Barto pegou sua mochila e uma garrafa de água e começou a procurar. Ele chamava o nome de Lola, seguindo as margens do rio e prestando atenção em cada barulhinho.
Depois de um tempo, Barto encontrou uma pegada pequena de pata na lama, que ele reconheceu ser de Lola. Ele a seguiu com determinação. O sol começava a se pôr, e o vilarejo parecia muito distante. Barto estava um pouco cansado, mas a preocupação com Lola o impulsionava. Ele pensou em tudo que aprendeu com Dona Clarice, a sábia senhora que morava em uma pequena cabana um pouco mais afastada, conhecida por cuidar de todos os animais doentes ou perdidos. Ela sempre dizia: O cuidado com os animais é uma demonstração de amor e responsabilidade.
Finalmente, Barto chegou a um pequeno riacho escondido. Lá, encolhida perto de uma moita de aguapés, estava Lola, tremendo um pouco de frio e assustada, mas ilesa. Barto correu para ela, abraçando-a com carinho. Lola, assim que o viu, começou a tagarelar sem parar, contando sobre a borboleta, o caminho estranho e o medo que sentiu.
No caminho de volta, Barto e Lola foram direto para a casa de Dona Clarice. Ela os recebeu com um chá de ervas quentinho e examinou Lola para ter certeza de que estava bem. Dona Clarice elogiou a coragem de Barto e a determinação em cuidar de sua amiga. Ela explicou a Lola a importância de não se afastar sem avisar e a Barto a responsabilidade de sempre saber onde seu animal de estimação está.
A partir daquele dia, Barto e Lola se tornaram ainda mais inseparáveis. Barto se certificava de que Lola estivesse sempre segura e Lola, embora ainda um pouco tagarela, prestava mais atenção aos limites. Eles aprenderam que cuidar de um animal de estimação é uma grande responsabilidade, mas também a mais pura alegria. E no vilarejo do Pantanal, todos sabiam que Barto e Lola eram o exemplo perfeito de uma amizade verdadeira e do mais sincero cuidado com os animais.



















