Leo estava contando os dias das férias, mas elas pareciam se arrastar lentamente. Ele já tinha lido todos os livros de aventura de sua estante e construído todas as suas invenções. Um dia, enquanto arrumava o sótão empoeirado da avó, que era uma colecionadora de objetos curiosos, Leo encontrou uma caixa antiga escondida sob um monte de cobertores. Dentro, havia um pergaminho amarelado com desenhos estranhos e símbolos brilhantes. Era um mapa! Mas não era um mapa da Terra.
O mapa apontava para um lugar chamado Planeta Vovó Sol. Leo nunca tinha ouvido falar dele. Enquanto examinava os desenhos, uma pequena luz verde brilhou no canto da caixa. Era Faísca, uma drone exploradora que a avó de Leo usava para mapear o jardim. Faísca tinha um corpo metálico que mudava de cor e emitia zumbidos alegres. Ela era programada para ajudar em qualquer tipo de descoberta.
Faísca zumbiu curiosa e, com seus sensores, escaneou o mapa. Ela identificou uma sequência de coordenadas estelares. De repente, uma voz um pouco rouca e cheia de entusiasmo surgiu de trás de uma pilha de caixas: Ora, ora, o que temos aqui? Era o Professor Astrogildo, um velho amigo da família, um cientista aposentado que passava as férias explorando o universo em sua nave particular, A Bolha Espacial. A nave do professor não era como as outras, era redonda e transparente, com poltronas confortáveis e muitos botões coloridos.
Professor Astrogildo, com seus óculos na ponta do nariz e um sorriso largo, explicou que o Planeta Vovó Sol era uma lenda entre os antigos exploradores. Dizia-se que era um ecossistema flutuante, um jardim gigante no meio do espaço, escondido por uma nuvem de poeira cósmica. Vamos nessa, crianças? As férias são para aventuras, não é mesmo? ele propôs, piscando um olho.
Leo e Faísca pularam de alegria. Em poucos minutos, já estavam dentro da Bolha Espacial. A nave não fazia barulho, apenas um suave zumbido enquanto subia pelos céus da cidade futurista. Eles atravessaram nuvens que pareciam algodão-doce e logo estavam no espaço, vendo estrelas cintilantes como diamantes espalhados por um veludo azul-escuro.
A jornada foi cheia de momentos incríveis. Eles passaram por uma nebulosa que brilhava com todas as cores do arco-íris, onde Faísca dançava com suas luzes. O Professor Astrogildo contava histórias engraçadas de suas viagens e ensinava sobre as constelações. Leo percebeu que as férias podiam ser muito mais do que apenas ficar em casa.
Depois de um tempo, o mapa começou a brilhar mais forte. À frente, uma nuvem densa e dourada pairava. A Bolha Espacial entrou devagar, e o que eles viram os deixou sem fôlego. O Planeta Vovó Sol não era um planeta rochoso, mas uma esfera gigantesca coberta por plantas exuberantes que brilhavam suavemente. Flores de todos os tamanhos e cores dançavam com a brisa cósmica, emitindo perfumes doces e convidativos. Riachos de néctar cintilante desciam por vales verdes, e pequenas criaturas que pareciam libélulas luminosas voavam em harmonia.
Eles pousaram suavemente em uma clareira feita de musgo macio e lilás. Leo correu para tocar as folhas que brilhavam. Faísca escaneava tudo, zumbindo de excitação, enquanto o Professor Astrogildo coletava amostras de plantas, explicando a incrível biodiversidade do lugar. Eles descobriram que o Planeta Vovó Sol era um santuário, um lugar de paz onde a natureza cósmica prosperava sem interferência.
Passaram o dia explorando, rindo e aprendendo. Leo sentiu uma felicidade imensa. As férias, que começaram monótonas, tinham se transformado na maior aventura de sua vida, tudo graças a um mapa misterioso, uma drone cheia de energia e um professor muito especial. Eles voltaram para casa com o coração cheio de histórias para contar e a certeza de que a curiosidade e a amizade podem nos levar aos lugares mais extraordinários do universo. E assim, as férias de Leo se tornaram inesquecíveis.



















